Cinco músicas para gostar do Placebo

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É frequente eu conhecer uma banda ou cantor/cantora e apenas anos depois vir a me interessar realmente pela música deles. Aconteceu isso com o Placebo! Quando era mais nova, eu achava que era uma banda super legal para pessoas descoladas que estudavam no Colégio Bandeirantes. Hoje acredito que role mais Chiclete com Banana mesmo por lá. E eu não sou descolada, mas aprendi a amar essa banda! Ainda falta o Portishead. Às vezes ouço Radiohead. Estou melhorando meu nível de pessoa cool, mas acho que estou atrasada, porque hoje o legal mesmo é mencionar banda que só tem um disco.

Em 2014, passei por uma fase de participar de todos os Concursos Culturais possíveis. Em um deles, ganhei um par de ingressos para o show do Placebo no Citibank Hall aqui em São Paulo. A pergunta era “se Brian Molko fosse mulher, quem seria?” Tentei pensar em alguém tão excêntrico e único quanto o vocalista, respondi Frida Kahlo e deu certo. No mesmo ano fui a outros shows na faixa, como Dream Theater, Joe Satriani, Franz Ferdinand, Ed Motta, a lista continua, mas o show do Placebo foi o que mais me marcou. Antes eu conhecia umas três músicas deles, ganhei ingresso no mesmo dia do show e tentei fazer uma breve maratona, que não deu certo, não conseguia me concentrar trabalhando e ouvindo as canções ao mesmo tempo, achava tudo um tanto perturbador.

Fomos ao show e foi um dos melhores da vida! Não sei especificações técnicas, mas existe algo especial ali. O som é muito pesado, bem mais que nas gravações, porém super límpido. A bateria é muito potente, mas os instrumentos não ultrapassam uns aos outros, a voz do Brian Molko é claríssima ao vivo e só dessa maneira você entende a qualidade que ela tem. Nunca fui a um show em que tudo convergisse tão bem, mesmo que individualmente fosse tão pesado, tão caótico.

Parece contraditório eu dizer que só gostei do Placebo após ouvi-lo ao vivo e querer que você preste atenção a estas músicas, mas é uma tentativa, né. Pelo menos um “não subestime essa banda”, principalmente porque eles estão em turnê comemorativa dos 20 anos, quem sabe eles não passem por aqui? 🙂

As letras do Placebo geralmente falam sobre desentendimentos, dores, angústias e vícios, então não é aquele tipo de música que você ouve para se sentir bem e apreciar a vida, mas por meio delas é fácil se colocar no lugar de quem está sofrendo ou identificar-se quando isso acontece com você. Fiquei em dúvida se falava ou não sobre cada letra, mas ao procurar o que a própria banda tinha a dizer sobre as músicas, fiquei surpresa com o que encontrei e achei que valia a pena compartilhar!

  • A Million Little Pieces

Música do último álbum de estúdio do Placebo, Loud Like Love, remete a um enorme desespero. Isso segundo o próprio Brian Molko, que diz ter retirado o nome das memórias de James Frey, que relatam os processos de dependência e reabilitação, e o vício como sendo algo que você quer deixar para trás, mas não consegue. Esse desejo e busca sem fim ficam bem aparentes na canção.

  • Pure Morning

Brian descreveu a letra dessa música como quando você tem um sentimento de não-pertencimento e “tudo que você realmente deseja é que um amigo te abrace e te faça sentir melhor. A ‘manhã pura’ é quando isso acontece”, como se fosse essa luz chegando à vida de alguém mesmo. Segundo ele, o Placebo não toca mais essa música nos shows porque a letra lhe dá náuseas. Engraçado que o significado parece meigo, né?

  • Every You Every Me

Quando questionado sobre quem a música falava, Brian Molko lançou esta resposta: “provavelmente qualquer pessoa… ou todas as pessoas que tiveram o desprazer de dormir comigo.” Que coisa triste de se responder, ainda mais levando em conta que ela parece retratar relações destrutivas e abusivas.

  • Meds

Esta aí uma música mais interessante do que eu pensava. Como o nome do álbum também é “Meds”, Brian explicou em entrevista que o título se refere a “vício e anestesia” e complementou a ideia dizendo que isso se estende a “outras pessoas, por exemplo, ou amor, ou Deus, qualquer coisa que você use para conseguir chegar ao fim do dia. Seja prescrito por um médico ou pregado em um púlpito… seja o amor obsessivo ou a falta dele.”!

  • Special Needs

Segundo Brian, a música fala sobre uma ex-celebridade que virou cadeirante e relembra o passado, temendo ser apagada da biografia de seu ex. Ou, na verdade, isso foi o que eu consegui entender a apartir desta entrevista.

Antes eu deixava vídeo por vídeo, mas vou fazer um teste e deixar uma playlist do youtube.

Só mais uma coisinha… Os covers que o Placebo faz sempre são demais, vale a pena ouvir “Running up that hill” e “Where is my mind” nas versões deles. 🙂 Beijos e até a próxima!

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10 comentários sobre “Cinco músicas para gostar do Placebo

    1. Que legal, Barbara! Placebo é uma banda que dá p/ ir conhecendo aos poucos, sem pressa, tem muita coisa para pensar, né? Rs
      Bjs e obrigada pela visita e pelo comentário 🙂

      Curtido por 1 pessoa

    1. Você, pelo jeito, já tem seu status de pessoa cool bem elevado 😉 Acho Portishead tão delicado. Sonic Youth é uma banda que sempre ouvi falar ou via clipes na Mtv quando era menor. Se quiser indicar algumas músicas para começar a entender melhor a banda, vou adorar! Obrigada pelo comentário! Bjs

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