Livros, leitura e leitores

Oi, leitor querido.

No começo da semana, falei que ia expandir um pouco o universo dos livros aqui no blog e queria muito falar sobre bibliotecas públicas. Acontece que fiquei pensando sobre leitores, e saiu um textão. Vamos lá!

Em meio às diversas leituras que fiz para o meu TCC, vi uma entrevista em que o José Saramago dizia o seguinte:

“Ler sempre foi e sempre será algo para uma minoria”
Fonte

Saramago caricatura desenho

Ele disse isso justamente quando se iniciava um programa de incentivo à leitura em Portugal e depois explicou que esses projetos costumam ser bons para os burocratas e tendem a cair no vazio de um sistema educacional que não valoriza a leitura. Sei que é mais natural enxergarmos as pessoas aos blocos e encaixar o escritor no padrão elitista, mas ler talvez não seja mesmo uma atividade para todos, isso ao contemplarmos a realidade, não a nossa esperança.

Mesmo se todas as pessoas tivessem condições iguais, ler dá trabalho. Estou aqui às voltas com Cem Anos de Solidão e não é puro divertimento; é interpretação, análise, reflexão. É ficar um pouco sozinho e tentar desvendar essas pessoas que nasceram e se criaram no imaginário do autor e que às vezes resistem um pouco a entrar no nosso mundo. Ser rico e ter acesso aos livros não significa gostar de ler. Nunca vi as irmãs Kardashian lendo nada.

De modo geral, a nossa cultura é mais voltada para a prática e menos para o pensamento. Mesmo retirando-se questões morais, ser e parecer, ostentação etc., essa abstração necessária para a leitura é algo raro. Só de pensar no sistema educacional no meio disso tudo, então, já surge um buraco negro à minha frente. O sistema por si não cria leitores. É injusto relegar aos professores essa tarefa, se as crianças não têm livros, não veem os pais lendo, não se enxergam como leitores.

Crianças lendo

Há alguns anos fomos assistir a O Quebra-nozes aqui em São Paulo. É um balé muito bonito, no final há aquelas danças típicas, que enchem os olhos. Na saída, fiquei olhando aquelas crianças tão arrumadinhas, de meia-calça, vestido, cabelo impecável. Outro momento parecido ocorreu quando fomos ver o musical da Edith Piaf, todo em francês, e a algumas filas da nossa estava um menino de calça jeans, camisa, gel no cabelo, devia ter uns 10 anos. Acho que ele deve ter ficado com sono, mas no final aplaudiu tudo de pé.

Vila Sésamo foi um programa criado com propósito educativo, mas pesquisas mostraram que o déficit cultural de crianças já entre 4 e 5 anos de idade dificultava seu entendimento dos quadros, imagine se em um ou dois anos mais tarde, elas poderiam ler com facilidade. Só fiquei pensando em como se formam repertórios que ajudam as crianças a ver o mundo de alguma forma. Quais informações elas têm para consubstanciar suas futuras leituras. Não quero exaltar os musicais e os balés, mas fico pensando se os pais contam histórias, se há diversidade musical. Outro dia vi uma entrevista em que o Criolo disse que, ao partir do lugar em que moravam, a mãe dele tinha apenas uma pequena mala, mas fez questão de levar alguns livros, e isso o marcou muito. Com certeza ele não viu um musical caro como esses quando era pequeno, mas teve uma fonte muito rica de vivências.

criança livros leitura
De Claire Fletcher

Será que os professores mesmos leem? Não sei. Só sei que eles fazem parte da massa que pega vários ônibus por dia, divide-se entre as atribuições e responsabilidades profissionais e familiares e, em sua maioria, ganham metade do salário de outros profissionais com curso superior, além de precisar salvar as crianças brasileiras da ignorância.

O modelo educacional brasileiro converge para o ápice do vestibular. Um professor de colégio particular em suas atribuições normais tentará incutir nos alunos as ideias necessárias para a admissão em uma boa universidade. Gostar de ler não faz parte do processo. Escrever é uma série de regras com cinco parágrafos.

Resumindo, em todas as esferas a coisa anda mal. As pessoas podem não ter tanta paciência assim para ler, mesmo que não estejam em desvantagem social. O grande ponto é que o acesso à cultura precisa ser universal. O que ela vai querer fazer com isso depois é problema ou felicidade dela.

O difícil é o que vem antes. Não é só criar um programa que distribua livros, se a pessoa não vê  a leitura como algo importante. Se ela não tem repertório para embasar o que vê ali. Por isso as bibliotecas são essenciais em todas as idades, em sua função de agente cultural, com contadores de histórias, rodas de leitura, clubes do livro, saraus e por aí vai.

Por tudo isso, também uma hora eu vou parar de blablablá e vou sim falar das bibliotecas públicas! Eu me mudei  há três anos e as pessoas com quem converso aqui nunca sabem da existência da biblioteca do nosso bairro, nem da minha biblioteca favorita, a do Villa Lobos. Como não, né? Além disso, até agora, as pessoas que responderam ao meu post pedindo guestposts/reposts sobre bibliotecas públicas disseram que as das cidades delas ou entraram em reforma e nunca mais abriram, ou são pequenas demais, ou simples demais. Isso é muito triste, mas também podemos fazer um estilo denúncia, eu adoraria.

Talvez a leitura seja mesmo para uma minoria… mas sempre vai haver espaço para mais alguém!

crianças lendo kids reading

Beijos, boas leituras e até a próxima!

Val

 

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35 comentários em “Livros, leitura e leitores

  1. Oi Val, gostei bastante do texto. O costume de ler pode vir desde cedo e deve ser estimulado por pais, familiares, amigos, professores… E, sim, a biblioteca pode ter um papel fundamental nisso! Eu tenho certeza que ela teve para mim. Minha mãe costumava nos levar na parte infantil da biblioteca municipal da minha cidade, sentava no chão e lia pra gente. E isso me deu gosto de ir até lá e pegar livro para levar pra casa. Isso foi há 20 anos, mas ontem mesmo eu postei no Facebook do SLET (https://www.facebook.com/sobrelivrosetraducoes/) um elogio à biblioteca daqui! Não tenho do que reclamar, ela é excelente. Mas pouca gente usufrui dela. =/ É a triste realidade.

    Beijo,
    Brenda

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    1. Oi, Brenda! Adorei sua visita, obrigada 🙂 Adorei o exemplo da sua mãe também. Vejo que a maior parte das pessoas que leem tiveram esse início em casa. Percebo isso que você falou, às vezes mesmo as bibliotecas sendo boas, poucas pessoas vão ou conhecem, por isso queria falar mais sobre o assunto aqui. Bjos!! ❤

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  2. Oi Val, você toca em um ponto muito importante quando fala sobre a influência da família na formação do leitor. Eles são a parte principal e fundamental para o interesse da criança para esse mundo mágico. Escolas e bibliotecas são apoio para o desenvolvimento desse gosto. Nunca tive acesso fácil as bibliotecas onde morava, nem nas escolas que frequentei elas existiam ou tinham atividades relevantes para atender aos alunos, mas minha casa sempre foi cheia de livros e meus pais sempre foram contadores de histórias e sabe o que aconteceu? Virei uma leitora voraz e bibliotecária! Trabalho na biblioteca que você citou, a BVL e na BSP. Que bom que você vai e apoia a biblioteca pública, um espaço importante de apoio não só a leitura, mas ao desenvolvimento da cultura.

    Parabéns pelo texto!

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    1. Oi, Letícia! Você trabalha na BVL? Que legal, já sou sua fã então!! Tirei várias fotos lá para meu post, em breve ele entra no ar 🙂 Adoro aquele espaço, vários livros que comentei aqui no blog li de lá, como o do Saramago e O Sol é para Todos. Quando os pais dão essa forcinha, realmente fica mais fácil! Pena que às vzs nem os pais leem, então o trabalho da biblioteca/escola pode ajudar um pouco. Bjs e obrigada pela visita!! Qualquer dia vou te visitar 🙂

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      1. Sim, não estou sempre lá, pois fico mais na BSP, mas vira e mexe apareço por lá! Fico muito feliz que você aproveita bem o espaço, ela é feita pensando em cada sócio. Já vou ficar aguardando o post. Sobre as escolas e bibliotecas são realmente lugares importantes para despertar novos leitores e manter os que já leem.
        Beijos, quem sabe nos encontramos na Villa-Lobos! 😄

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  3. Concordo com o disse. O que me parece é que tudo o envolve pensar, interpretar, formular pensamentos próprios é evitado pelas pessoas. O que importa é o pensamento prático. Quantas vezes ouço que a minha formação acadêmica (História) não vale de nada e que seria melhor se fizesse engenharia ou outra ciência exata.
    Penso que o exemplo é a melhor ferramenta, faço questão de ler para as minhas filhas e sempre que posso compro algum livro infantil do gosto delas. E da mesma forma que aprendi a gostar de ler por ver o meu pai sempre lendo, tento fazer com que as minhas filhas também gostem seguindo o meu exemplo.
    Ótimas reflexões!
    Abraço.

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    1. Oi, Gabriel!! Obrigada pelo comentário. Tb concordo com você. Acho que quando os pais são leitores, as chances de os filhos pelo menos virem a leitura como algo especial são bem maiores! Achei super legal seu exemplo. Abraços!

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  4. Val, lendo seu post, fiquei pensando no que contribuiu para que eu fosse leitora. E não é que começou em casa? Meu pai, um homem muito simples (nem concluiu o ensino primário), sempre gostou de ler. Qualquer jornal e revista que aparecia lá em casa ele pegava para ler. E tinha a Bíblia. Até hoje, aos 71 anos, a noite senta-se no sofá para ler a Bíblia. Então, desde pequena ele me contava histórias, e me incentivava a ler. E o papel da escola? Bem, tive a sorte de ter uma professora na 5ª série que buscou despertar o gosto pela leitura. A estreia foi com Alucinado Som de Tuba, do Frei Betto. Para mim, deu certo! Mas de fato, na escola, não via esse interesse em despertar nos alunos a leitura. Um exemplo claro é que a Biblioteca ficava trancada. Só às vezes, a pedido da professora, uma turma de estudantes era levada ao cômodo “secreto”.
    E, completando minha trajetória, a Biblioteca Pública do meu bairro foi fundamental. Comecei frequentá-la quando menina, e depois de adulta, tive a oportunidade de voltar lá outras vezes (infelizmente ela não abre aos sábados). Apesar de ter passado por algumas reformas ao longo dos anos, ainda é bem simples. Mas os funcionários dela sempre tiveram os olhos brilhando, me auxiliando, indicando livros e conversando sobre eles. E quando menina, quem me levava à Biblioteca era uma vizinha. Ela supervisionava minhas escolhas rsrs
    O incentivo à leitura por parte dos adultos fez toda a diferença para mim. Então, eu busco levar isso para as crianças do meu convívio. Meu sobrinho Gabriel, com 11 anos, me dá o maior orgulho. Desde pequeno eu dou livros de presente para ele. Aos 9 anos, já levava na mochila Crônicas de Nárnia para ler na hora do recreio. E além dos sobrinhos, dou livro de presente para os filhos dos amigos também. Alguns ficam meio sem graça (talvez seja preguiça, porque vão precisar ler para os pequenos) mas eu nem ligo. Sei do poder da leitura e se puder contribuir para que outros desfrutem, ficarei feliz! Bjs

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    1. Oi, Alê!
      Que lindo seu comentário, adorei! Obrigada por despender tempo lendo o post e também escrevendo coisas tão legais. O exemplo do seu pai é muito legal. Acho que quando existe um exemplo como esse, os pais nem mesmo precisam dizer nada, né? Sempre existe essa pessoa especial que fomenta a leitura, seja um professor, um bibliotecário ou uma vizinha! Rs Achei engraçado você ter falado sobre os pais ficarem bravos porque sinto isso um pouco também!! Rs Mas não desisto, quem ama, dá livros! Queria eu ter tido uma tia como você! Hehe Bjs, Alê, muito obrigada, adorei seu comentário, viajei no tempo com minha prória história também.

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  5. Val, eu vejo com um pouquinho mais de otimismo!
    Eu sei que professores e algumas pessoas que já possuem o habito da leitura, acabam torcendo o nariz para essa nova onda de leitores de Best Sellers ( eu mesma torço o nariz para os livros mais vendidos, não para os leitores), mas eu vejo isso de uma forma positiva.
    Eu sempre fui estimulada pelos meus pais a ler( liam para mim, compravam livrinhos de todos os tipos e eu aprendi a ler muito rápido e cedo), e na adolescência eu tive esse apetite aumentado pela saga Harry Potter, que muitos tem horror.
    Mas foi bem ali que eu perdi o medo de encarar livros com mais de 100 páginas, foi ali que eu fui vasculhar a biblioteca para ler Machado de Assis, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e conciliá-los com a minha amada série Vaga-lume.
    Concordo com muita coisa desse texto maravilhoso que tu escrevestes e vejo o bibliotecário como um intermediário fundamental no uso da Biblioteca. Aqui no Rio, onde moro atualmente, além das Bibliotecas Parque( agora com horários reduzidos e os períodicos desatualizados por causa da crise do Estado), o Real Gabinete de Literatura e as bibliotecas das Universidades Publicas são espaços maravilhosos e interativos. Ainda há esperança ❤
    Beijos e desculpa o textão.

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    1. Oii, adorei o textão!! Amo textão, um comentário desse é um presente, amei! Achei super legal o que você falou e me fez pensar um pouco. Vejo mesmo muita gente falando sobre chick lit, muuuitas fotos na Internet, uma verdadeira comunidade e nunca tinha parado para pensar sobre o que você falou de esses livros abrirem uma porta para leituras extensas. Acho que o objeto livro estar no centro de blogs, instagrams já tira um pouco dos adolescentes aquela ideia de que é uma coisa chata, simplesmente. Eu gostaria muito de descobrir um meio termo de livros, nem simples demais, nem clássico complicadíssimo que a gente tem que fazer a maior ginástica mental para entender… rs Um equilíbrio é bom também, né? Gostei de saber um pquinho das bibliotecas do Rio, espero em breve começar a falar sobre as daqui (SP). Obrigada, fiquei muito feliz com seu comentário. Bjs! ❤

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      1. Eu também tenho essa dificuldade de encontrar esse equilíbrio, mas gosto de ter aquela pontinha de esperança!Principalmente quando vejo pedidos de sugestões de leitura, quando vejo a sede de conhecer outros autores e gêneros.
        Eu é que fiquei lisonjeada de ser brindada com esse texto tão maravilhoso e que é um ponto que me interessa sempre que passo o olho na lista de mais vendidos e vejo mais do mesmo! Parabéns e obrigada por ter trago essa reflexão pra essa conversa <3!
        Beijos!!

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      1. Oi, Fran, acho o mesmo que você!! Os livros são maravilhosos, mas os preços de chorar, né? Rs As bibliotecas nos dão essa chance de saber se é paixão verdadeira e vale à pena a compra. Bjs!! Obrigada pela visita e pelo comentário ❤

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  6. Excelente! É muito prazeroso ler um texto onde o autor explora o tema sem receio, sem medo. Infelizmente nem todos desenvolvem o hábito da leitura… A impressão que tenho é de que ainda falta estímulo às crianças e estas acabam crescendo sem tomar gosto pelos livros.

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  7. Olá, parabéns! Seu texto é de uma lucidez tremenda. Você elencou vários pontos que mostram a nossa deficiente realidade em matéria de leitura: “ler dá trabalho, a nossa cultura é mais voltada para a prática e menos para o pensamento, sistema educacional não ajuda, as crianças não veem os pais lendo, não se enxergam como leitores”. Infelizmente ainda existem muitos outros pontos que nos indicam tal realidade. Já fiz várias disciplinas pedagógicas na universidade e nenhuma tratou deste ponto com afinco. Concordo com sua conclusão do texto, parabéns!

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    1. Oi! Obrigada pelo comentário gentil!! É assunto para mais de metro, né? Quem sabe vem uma parte 2 😃 É um tema que sempre volta à minha atenção e foi legal ter postado aqui e visto as histórias e opiniões de outras pessoas. Obrigada pelo comentário!! Bjs e até mais

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  8. Val adorei! Achei incrível essa entrevista com o José Saramago ❤ Não tenho nada a acrescentar porque concordo com tudo. Ahh eu adoro a Biblioteca do Parque Villa Lobos, qualquer dia podemos combinar de ir lá, o que acha? rs Bjos da Cah e parabéns pelo post! 🙂

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  9. Essa questão da formação de leitores é quase mística pra mim. Como acontece, o que fazer pra incentivar, se isso faz diferença concreta na vida das pessoas, não sei se tem resposta pra isso. Concordo muito com você em não ver relação entre cultura e dinheiro. Sebos existem, bibliotecas – equipadas bem o suficiente, acreditem ou não -, a internet disponibiliza muita coisa de graça (apesar da internet não ser grátis em si, anda bem acessível ao que parece, já que todo mundo tem um facebook).
    A história da minha relação com literatura foi bem diferente da que escuto entre blogueiros. Não tive incentivo familiar ou escolar (os professores passavam os livros obrigatórios praticamente avisando que eram difíceis e não iríamos gostar). Surgiu só quando já tinha uns 18/19 anos. O que aconteceu foi que eu achei um livro que falasse comigo, e esse trouxe consigo outros, e estamos nisso até hoje, um depois do outro, outro que sempre me conecta a um próximo e a assuntos diferentes. Isso faz até que os momentos de análise e reflexão sejam parte do divertimento, do prazer da leitura. Foi como cair por acidente numa teia.
    Por ter sido assim comigo, acabo achando que esse é o caminho. Achar um que fale com a pessoa e se deixar levar. E se nunca acontecer, bom, aí não há muito que se fazer. Vejo gente que bota a literatura num pedestal, mas a diferentes formas de arte e cultura por aí, tão valorosas quanto. O que importa, no fim das contas, é o que a experiência traz à pessoa. Não adianta ler todos os clássicos e ver neles só uma sequência de palavras. E ler livros “juvenis”, “populares”, “fáceis”, que tampouco significam alguma coisa pro leitor, melhor nem ler (pois é, não acredito muito na história do “pelo menos é leitura”, mas isso é outra história). Mais vale ver um filme excelente que ler um livro ruim. E se a pessoa, mesmo com acesso e incentivo, não se interessar por nenhuma forma de cultura ou arte ou seja lá o nome que se dê, insistir não vai mudar a situação.

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    1. Concordo com você em tudo. Sobre a leitura, algo que me intriga é justamente o que você falou. Porque eu sei que para mim, faz uma enorme diferença tudo o que eu leio, eu me sinto mais próxima de mim mesma. Mas conheço tantas pessoas que não leem nada e são muito melhores do que eu como pessoas, que fico me perguntando se seria mesmo necessário enfiar-lhes os livros goela abaixo! Sobre as leituras “ruins”, que assunto complexo, né… É que acho que pode existir um caminho de leitor, então não sei se subestimaria tanto os “fáceis”. Realmente, não sei, ainda estou refletindo sobre tudo isso! Muito obrigada pelo seu comentário, estou ampliando os pensamentos, acho que vou falar novamente sobre o tema, mesmo que seja só para arrolar algumas questões. Ah! Sobre o livro certo, também concordo. Eu fiz letras, mas sempre li pouco. Hoje ainda leio pouco, não sou voraz, não gosto de ler rápido. Existiu um livro q me fisgou, que foi Ensaio sobre a cegueira. Acho que as pessoas poderiam pelo menos deixar uma porta aberta para a leitura, o problema é que às vzs, sem estofo cultural, sei lá, uma certa bagagem de olhares e vivências, o trem pode passar e ela nem perceber. Bom, vou continuar refletindo sobre esses assuntos e sua contribuição é ótima! Obrigada

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  10. Sou professora e livrólatra mas tenho a consciência que meu papel não é criar leitores mas sim estimula los. Acredito que educação sem leitura se torna incompleta e entre N motivos, este é um que acentua a causa da educação brasileira está a beira do abismo.
    Val, vim retribuir a visita e adorei seu blog. Sempre que puder estarei por aqui! Bjin https://coisasdeoliva.wordpress.com/

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Vanessa, obrigada pela visita! Concordo com você em tudo. Estou preparando uma parte 2 deste post e vou acrescentar tudo o que foi comentado aqui. Obrigadaa! Estou seguindo seu blog, então estarei a par das novs! ❤

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