Cinco músicas para gostar do The Cure

Robert Smith sorri smile
Quem disse que o Robert Smith não sorri?

Para fazer esse tipo de post, tento ouvir todos os álbuns dos músicos. É bem legal fazer isso, mas surgem algumas constatações. Percebo que 1. É complicado tentar ouvir tudo de uma vez, algumas músicas demandam maior atenção, cuidado e o momento certo. 2. Talvez ainda não tenha tido tempo de admirar todas as canções do The Cure, mas as que têm minha afeição, são amor verdadeiro, e dariam mais de um top 20, com certeza. Já começo me arrependendo de não ter colocado “Trust” na lista, por exemplo, que podia estar no filme da minha vida.

The Cure surgiu na Inglaterra em 1976 e, desde então, passou por várias formações, sendo que o único membro constante é o Robert Smith mesmo. A banda teve muitos sucessos, como a alegria dos professores de inglês Friday I’m in love, The Caterpillar, Close to Me, In Between Days, Lullaby e Lovesong, da qual Adele fez uma versão bem doce.

1. Boys don’t Cry

Essa música é a minha preferida de todo o rock mundial, do fundo do mar às estrelas do firmamento, por todas as galáxias até o magma da Terra. Alguém pode até achar que é “editorial do mês” aqui no blog falar sobre chorar e tentar camuflar/proteger os sentimentos, mas é que de repente esse blog não é sobre livros, música, nem poesia, é sobre mim.

Dia desses um vidro cheio de azeite se encaminhava para cair no meu pé descalço e, durante essa trajetória, eu já pensava “não foi nada, não está doendo, não”. Aconteceu quando eu tinha que apresentar algo na Feira Cultural da escola ou tocar piano na igreja e dizia para mim que estava tudo bem, mas vinha uma dor de barriga daquelas provando que não estava, não.

Acontece também com coisas mais sérias, que eu não deveria acobertar por medo, pelo menos não para mim mesma, já que me fazer entender parece um trabalho colossal e ando cansada. Eu não sou “boy” e choro com as coisas mais simples. O reservatório dos meus olhos transborda com facilidade. Eu, e acho que todo mundo, preciso aprender muito sobre essa capacidade de identificar os sentimentos ou saber que estou me enganando. Sentir, enfim. Tirar o coração da garrafa e cuidar dele.

O que eu acho genial em Boys don’t Cry é que há uma música dentro da outra. A melodia super alegre encobre justamente o que a letra diz que o eu-lírico quer esconder:

Tento rir sobre isso,
Cobrir tudo com mentiras
Tento rir sobre isso
Escondendo as lágrimas em meus olhos
Porque garotos não choram

Merece até um gif adicional:

boys dont cry gif

2. Just like Heaven

Se é preciso saber quando as coisas vão mal, reconhecer os momentos felizes prontamente também é uma qualidade maravilhosa 🙂

Essa música foi inspirada em uma viagem do Robert Smith com Mary Poole, que aparece no clipe dançando graciosamente, e é a esposa dele desde 1988, sendo que eles se conheceram quando tinham apenas 14 anos. (Fonte)

3. Pictures of You

Como eu estava dizendo… O relacionamento deles deve ser inspirador mesmo, porque as baladas do The Cure são muito profundas, mágicas! Robert Smith disse que a inspiração dessa música veio após um incêndio na casa deles. Entre o que sobrou, havia algumas fotos da Mary. (Fonte) Uma delas virou a capa do single:

Capa pictures you cure

4. To Wish Impossible Things

Essa música descobri em meio às audições do dia e desbancou vários hits, pois é uma preciosidade, uma poesia linda, para ser sentida. Se algo ou alguém já teve o poder de te fazer desejar o impossível, essa canção vai fazer seu reservatório de lágrimas transbordar também.

5. The Lovecats

Para me despedir com uma música mais animadinha!

É bom lembrar que essa não é uma lista “O Essencial de”, ou teriam de estar aqui Friday I’m in Love e In Between Days, no mínimo. A lista baseia-se mais nas músicas que me tocam de um jeito diferente, convidando à reflexão ou a dançar pela casa inteira durante a faxina, como essa.

Beijos, espero que goste um pouquinho mais do The Cure depois de hoje 🙂

 

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18 comentários sobre “Cinco músicas para gostar do The Cure

    1. Legal, Mi! Além disso, aqui no wordpress vários comentários vão para o spam… às vezes é bom dar uma olhadinha no painel wp Admin. Descobri isso recentemente, parece q ele havia apagado 17 comentários por spam e nunca vou saber se eram msm. Bjs!

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  1. “… mas é que de repente esse blog não é sobre livros, música, nem poesia, é sobre mim.”

    E nessa sua forma de se expressar, de contar quem você é, ou mesmo tentar se ocultar, você traz tanta coisa boa para a gente!!!! 🙂

    bjs!

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  2. Vaaaal, to me sentindo aqueles adolescentes que comentam em tudo! hahahahaha
    Mas cada post tá um melhor que o outro, agora com The Cure ❤
    A minha favoritinha não apareceu no Top 5: A Letter to Elise!
    Costumo dizer que a Inglaterra chega a ser insuportável, de tanta gente boa que ofereceu pro mundo 🙂
    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oii! Adoro seus comentários, obrigada! 🙂 Minha lista ficou meio diferente mesmo… hehe 🙂 Me pergunto sobre o Reino Unido, de maneira geral, né, como saiu tanta gente musical de um país tão pequeno? Se for ver, alguns estados brasileiros são maiores que o Reino Unido… Bjos!

      Curtido por 1 pessoa

  3. Ah, Val… Obrigada por este post… Posso dizer que ele me veio em um dia perfeito, e creio que a literatura, a música e a poesia têm disso… Elas ganham o seu público de forma mágica, como uma manifestação do inconsciente coletivo… E, assim, passei horas sentindo ‘The Cure’, e rememorando algumas coisas que vivem cá dentro… Foi um momento catártico necessário… Obrigada! E, sabes, as artes mais sinceras são aquelas que têm muito de nós… desde a identificação e a inspiração, até a sua criação… Para ser genuíno, tem que haver algo ou muito de nós… Um abraço fraterno!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigada a você 🙂 Que lindo o que você falou, me senti um pouco nas suas palavras e concordo com tudo isso 🙂 Beijos e obrigada por compartilhar seus pensamentos aqui, adorei. 🙂

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