Cinco músicas para gostar da Amy Winehouse

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Amy Jade Winehouse era apenas um ano mais velha do que eu e faleceu no mesmo dia em que eu conheci meus futuros sogros, 23 de julho de 2011, deixando uma marquinha triste no meu dia especial e aumentando o clube dos artistas geniais que morreram aos 27.

Uma mistura única e genuína de tantos estilos, trouxe de volta ao radar popular todo o sentimento e o ritmo cativante do soul. O álbum de estreia,”Frank”, apresenta a voz envolvente de Amy, enquanto o segundo, “Back to Black”, leva-a a uma posição muito especial na música contemporânea. O póstumo “Lioness: Hidden Treasures” tem um tesouro muito especial que divido com você ao final do post 🙂

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. 1. Rehab

Tentei escolher alguma música do “Frank”, mas “Back to Black” é demais, todas as faixas são muito boas, é um disco que te conquista de primeira! E a primeira música que a maioria de nós deve ter ouvido da Amy foi Rehab. Mark Ronson, produtor do disco, desenvolveu a ideia da letra e da melodia com Amy, a partir de uma conversa em que ela falava exatamente o que a música retrata: “Eles tentaram me levar para a reabilitação”, “eu disse não, não, não”. É uma delícia ouvir os saxofones, trompetes e toda a parte instrumental, que remete aos anos 1960 de forma tão moderna e divertida.

2. Love Is a Losing Game

Na primeira vez que escutei Love Is a Losing Game, estava no meu estágio de tradução, ouvindo a Eldorado FM. É aquela música que te faz parar tudo e prestar atenção: é especial. A Amy deve ter sofrido muito de amor, para associá-lo a um jogo em que só se tem a perder. Em 2008, ela disse em entrevista à revista Mojo: “Não tenho medo de parecer vulnerável. Escrevo canções sobre coisas que não consigo superar emocionalmente – e então me sinto melhor.” (Fonte) Gente como a gente, mas com talento e voz únicos para transformar essa fossa toda em letra e música que disparam ao coração. 🙂

3. Tears Dry On Their Own

Nessa música, a voz feminina sabe que o homem que ama não é o certo para ela, por todas as mancadas dele, mas é difícil deixá-lo partir, pois os momentos felizes a fazem sentir muito sua falta. Ao final, ela diz o adeus, mas é tão rápido, que a gente se pergunta se ela de fato conseguiu. Apesar do ritmo alegre, é triste pensar que as lágrimas que secam sozinhas parecem mais sinal de que não há ninguém para consolar seu choro do que de autossuficiência. No “Lioness”, há uma versão mais lenta, que enfatiza mais a tristeza cíclica de quem não consegue se libertar de algo ou alguém.

4. Valerie

Bom, ouvi os dois álbuns e cadê minha música? Rs… Valerie aparece creditada na Internet como se fosse do “Back to Black”, mas apenas na edição Deluxe há uma versão ao vivo e ela também faz parte de alguns singles. Na verdade, é um cover do grupo The Zutons, e surge no álbum Version do Mark Ronson, com participação especial da Amy. A versão original é bem legal, mas não tem nada a ver com esta! Mark queria muito que ela cantasse algo no álbum dele e perguntou se ela não conhecia nenhuma canção nova, o que era um pouco difícil porque ela só ouvia músicas mais antigas, porém, um dia Amy apareceu com Valerie. 🙂 (Fonte)

5. A Song for You

Agora o tesouro… Estava ouvindo Lioness: Hidden Treasures e entre gravações diferentes, apareceu A Song For you. Eu conhecia essa música apenas na versão dos Carpenters e já adorava. Uma grande diferença entre os vocais é que a Karen Carpenter canta tudo tão direitinho e tem uma voz tão límpida que podia cantar em húngaro que dava a impressão de que a gente entendia tudo.

Ouvindo a versão da Amy, mesmo já conhecendo a letra, estava achando um pouco embolada, mas amando o arranjo super diferente do que conhecia. Comecei a procurar a letra quando me deparei com a versão sensacional de Donny Hathaway que, por sua vez, me levou à perfeição do Ray Charles. E o mais legal, na letra de Rehab, os dois são citados:

“I’d rather be at home with Ray
I ain’t got seventy days
‘Cause there’s nothing
There’s nothing you can teach me
That I can’t learn from Mr. Hathaway

“Preferia estar em casa com Ray, não tenho setenta dias, porque você não pode me ensinar nada que eu não aprenderia com Mr. Hathaway”

Se você for um “sentidor“, ouça esta versão do Ray Charles para a composição de Leon Russell, você vai amar. 🙂

Beijos e até mais!

Obrigada 🙂

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26 comentários em “Cinco músicas para gostar da Amy Winehouse

  1. Val, não sabia que Valerie era de outro compositor. Achava que era dela. Adorei também saber das referências em Rehab ao Ray e ao Hathaway. Eu ficava ouvindo esses dois nomes, mas nunca tinha atentado a quem eles remetiam. 🙂

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    1. O Mark era amigão da Amy e muitas coisas do álbum eles fizeram juntos. Tb não sabia antes a quem se referiam na música… rs achei super legais as coincidências! Bjs e obrigada!!

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      1. Gente, viajei gigante na resposta, né… hehehehe… obviamente você estava falando da banda!! desculpe! Pois é, super diferente a versão original, e a da Amy ficou com a cara dela. Agora sim estou falando coisa com coisa… hehe

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