Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver

Que livrão! O mais tenso, incrivelmente forte que já li. Demorei para lê-lo e é ainda muito difícil escrever sobre a história de Eva e Kevin, sobre os Estados Unidos, as mulheres, os psciopatas, os escritores, a sociedade em geral. É muito assunto, mesmo!

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Eva conta sua história por meio de cartas escritas ao marido, Franklin. Ela costumava ser uma mulher independente, que fundou sua própria empresa, editando guias para viagens baratas e, por isso, conhecia muitos lugares e estava sempre viajando. Com mais de 30 anos de idade, conhece Franklin e os dois se casam. A vida deles é muito feliz, eles se amam e parecem ter tudo de que precisam. Pensam muito sobre ter um filho e acabam engravidando. Quando Eva recebe a confirmação de que estava grávida, tem um sentimento inesperado de que lhe tiraram o chão. Digamos que as coisas não dão certo. Ela não sente o amor instantâneo que todos diziam que ela conheceria assim que esperasse por um filho, e o garoto também tinha suas complicações, desde muito pequeno. Isto não é um spoiler, é a premissa do livro. Kevin desde sempre mostrava comportamentos de falta de empatia, maltratando as pessoas, sendo falso. O pai é um tanto alienado e idealiza tudo, os Estados Unidos, as famílias e o próprio filho, achando que Eva implica demais com o garoto. Essa história acaba muito mal e a Lionel Shriver não é nada condescendente, é um livro para jogar na cara da sociedade muito do que estamos fazendo errado mesmo.

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Tive muita pena da Eva. O nome escolhido pela autora já evidencia que esta é uma mulher representativa, que não tem por acaso o nome da mãe de todas as mulheres, é algo bem simbólico. Se você é uma mulher nos anos 2000 e não se sente nessa encruzilhada entre trabalhar, estudar, ter filho, cuidar da família, mas, ops, o que significa cuidar da família, qual é a sua parte exatamente nisso tudo, significa que você já teve de fazer muitas escolhas e deixar algumas coisas para trás. Ainda não chegamos a uma solução, e também não sei se há uma que sirva a todas e todos.

Eva e Franklin têm amigos com filhos e veem como isso pode ser um alegria, porém, mais para frente descobrimos que aquela perfeição de família era uma farsa. Esse é exatamente o ponto do livro: as idealizações e fingimentos da sociedade. Eva é a pessoa que vê Kevin mais de perto, enxerga suas tendências. Franklin parece viver em um mundo paralelo e idealizado. A forma como ele ama o “conceito” dos EUA, e não o país real, traduz-se também na maneira como ele ama o filho que desejaria ter e não o menino maquiavélico em sua casa.

Desde o começo, as coisas deram errado para Eva. Ela tinha um trabalho que ela mesma construiu. É diferente uma mulher deixar um emprego que simplesmente é enfadonho ou idiotizante, ou no qual ganhe pouco, com a desculpa de cuidar dos filhos. Ela sabia que teria de deixar de lado muita coisa para ter um bebê. Ela achava que queria ter um filho e encontrar respostas à vida, porém, desde o primeiro instante, não sente aquela felicidade suprema das mães que sabem que irão engravidar. Mas aí está o ponto, sacramentamos que para toda mulher a alegria maior está nos filhos. Será que está mesmo? Será que uma de nós deveria se sentir tão mal por não ter esse sentimento mágico?

Para o Franklin, seria mais fácil. Era só continuar com o emprego dele normalmente e, ao chegar em casa e aos sábados, trocar uma vez na vida a fralda do garoto, jogar bola com o filho no quintal, perguntar como foi o dia dele, e ele já seria o maior paizão. Para Eva, ser uma grande mãe seria fazer tudo pelo filho, esquecer-se da própria vida e dos sonhos, e ainda amá-lo incondicionalmente, antes mesmo de tê-lo conhecido. Eva é muito sincera com si mesma para fingir que está tudo bem.

Com tantas indefinições na cabeça, antes mesmo de Kevin nascer ela já não se sentia bem, sentia-se privada da vida. E quem pode culpá-la? Sinceramente, me recuso a culpar Eva de qualquer coisa. Se ela não sentia o que “deveria”, pelo menos foi honesta com si mesma. Quando o bebê não quer seu leite, ela tenta um pouco, mas simplesmente não dá certo. Conforme Kevin vai crescendo, eles ficam nesse embate, mas ela nunca desiste totalmente.

Ela deixa de trabalhar e viajar como antes, fica em casa para cuidar dele, cozinha, limpa, cria brinquedos e livros artesanais, tenta fazer algo e nada adianta. Ela estava lidando com um psicopata e imaginem como é lidar com uma pessoa assim e ainda ser responsável por ela.

Acho que agora é um bom momento para falar como conheci o livro. Transtornos mentais e o funcionamento do cérebro são assuntos que me fascinam. Há algum tempo comecei a pesquisar alguns assuntos na Internet mesmo e cheguei aos trabalhos da psicanalista Taty Ades e da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. Esta última escreveu um livro sobre psicopatas, chamado MENTES PERIGOSAS: O psicopata mora  ao lado e foi ao programa do Jô Soares falar sobre o assunto.

Deixo aqui a entrevista em que eles falam sobre o livro e o filme, mas, atenção, é recheada de spoiler! Ainda bem que eu li o livro muito tempo depois e não me lembrava exatamente, porque você pode até achar que sabe tudo o que vai acontecer, por já saber que o Kevin matou colegas na escola, mas não é bem assim, há outros acontecimentos para nos transtornar ao longo da narrativa.

É importante falar sobre a mente do psicopata, pois é fácil perceber que a sociedade em geral não sabe muito bem do que se trata. Vou dar uma resumida na entrevista e no que li a respeito, caso você não queira os spoilers.

O psicopata geralmente tem um defeito no sistema límbico e não tem a mesma relação social que as pessoas comuns possuem. Eles são 100% razão e zero emoção, não têm sentimento de culpa nem empatia. São motivados por diversão, status e poder. Pode até parecer que um psicopata comete um crime passional por amar uma pessoa, mas na verdade o que está em jogo é a posse.

Há três graus de psicopatas: leve, moderado e grave. Os leves e moderados são aqueles que buscam poder e podem até maltratar pessoas para isso, passar por cima, mas nem sempre com violência. É o caso de alguns grandes líderes religiosos e políticos. É comum encontrar pessoas assim, e apenas uma minoria dos psicopatas chega a ser serial killer.

Existe a tendência à perversidade desde a infância. Crianças não podem ser diagnosticadas como psicopatas, mas essas pessoas geralmente deixam rastros, por exemplo, maltratando animais, colegas, irmãos. Mesmo o choro do psicopata é fingido, é uma simulação, pois, como eles são extremamente racionais, sabem como enredar as pessoas. Se alguém chorar sem sair uma lagriminha, fique atento…

Há crimes com tal perversidade que só um psicopata poderia realizar. Por exemplo, uma pessoa que mata alguém e depois se mata, geralmente não se enquadra no perfil, devido ao fato de o psicopata não ter qualquer sentimento de culpa. Ele não é descontrolado, pelo contrário. Sabe seguir regras muito bem, sempre terá “bom comportamento” nos presídios. Para ele é fácil dissimular e mentir, sendo difícil, sim, detectar sua mentira, pois ele não se altera minimamente.

Pelo que pesquisei, a possibilidade de “tratar” um psicopata é uma questão muito complexa. Como ele nasce dessa forma, com um funcionamento diferente do cérebro, ele não vai adquirir a capacidade de ter sentimentos de culpa, de amor. No entanto, fico em dúvida se essa capacidade é totalmente nula, ou se existe uma pequena porção emocional que seja. Para nós, que choramos até em inauguração de supermercado, é muito difícil entender como alguém pode ser assim. No livro e no filme, ainda temos a impressão de que, se havia alguém por quem Kevin nutria algum sentimento, essa pessoa era a Eva. Fiquei pensando se talvez esse mínimo sentimento não seria algo tão diferente para ele, que ele não soubesse como lidar.

O que os especialistas parecem concordar, no entanto, é que é possível diminuir os efeitos desse transtorno. Se a sociedade é equilibrada, os limites impostos são fortes e sinaliza-se moral elevada, é mais difícil o psicopata chegar ao nível máximo de ação. Ou seja, é possível reduzir o impacto do psicopata nele mesmo e nos outros, mas não totalmente.

Estamos falando sobre toda essa parte psicológica porque para esse livro em questão é fundamental saber o que é um psicopata. Ele sabe “conquistar” as pessoas. Em alguns momentos me peguei com pena de Kevin. Queria que ele ficasse bem. Desde criança deu mostras de saber mentir, dissimular, de não ter pena de ninguém, desde sempre achava tudo enfadonho, nada o agradava. Colocar a culpa em Eva é fazer o que a sociedade adora, achar culpados, principalmente entre as mulheres. Agora imagine a convivência com um psicopata de nível grave, em uma situação para a qual você não estava preparada nem mesmo para ter uma criança normal.

A mãe de outro detento dá uma resumida nisso que estou falando:

“É sempre culpa da mãe, não é verdade?”, disse ela, bem baixinho, pegando o casaco. “Aquele menino deu errado porque a mãe dele bebia,ou se drogava. Ela deixava o garoto solto na rua; ela não ensinou a ele o que é certo e o que é errado. Nunca estava em casa quando ele voltava da escola. Ninguém nunca diz que o pai era um bêbado, ou que o pai nunca estava em casa quando o garoto voltava da escola. E ninguém jamais diz que alguns desses garotos não prestam e pronto. Não vá você acreditar nessa balela. Não deixe que eles ponham nas suas costas essa matança toda.”
“É duro ser mãe.
Ninguém nunca aprovou uma lei que diz que para alguém ficar grávida tem que ser perfeita. Tenho certeza de que você tentou ao máximo. Você não está aqui, nesse fim de mundo, numa bela tarde de sábado? Você continua tentando. Se cuide, meu bem. E não diga mais essas bobagens.”
Loretta Greenleaf segurou minha mão e apertou-a. Meus olhos marejaram. Apertei a mão dela de volta,tanto e por tanto tempo que ela deve ter ficado com medo que eu nunca mais fosse soltar.

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Enquanto a autora analisa a sociedade americana, principalmente, vemos como uma pessoa como Kevin é sagaz. Ele percebe os fingimentos dos outros e quando nada é o que parece. Se as pessoas “boazinhas” agem assim, por que ele deveria entrar na dança? Kevin não tem inclinação social o suficiente para participar do jogo de máscaras da sociedade. Esse é um fato que deixa mais claro como é cruel culpar a mãe, quando todo o ambiente em que a pessoa está inserida colabora para seus atos, além de o próprio Kevin ter um grave transtorno e recusar qualquer correção.

Tenho certeza de que indo de tema em tema essa conversa iria muito longe. Deve haver pessoas fazendo trabalhos acadêmicos sobre os livros da Lionel Shriver, pois realmente dão pano para manga. Várias questões ficaram de fora aqui. Fiquei até com pena dos roteiristas do filme, deve ter sido um trabalho enorme escolher o que seria incluído!

Sobre a escrita da autora, acho que em alguns momentos ela exagera nas adjetivações e comparações, por exemplo:

“Já revivi tantas vezes aquele momento, que as células da memória devem estar desbotadas e puídas, como o brim dos jeans mais queridos“.

Enquanto você está lendo aquelas várias palavras por segundo, acho que esse brim dos jeans podia ficar de fora. Eu sou muito fã de uma escrita mais seca, como do Graciliano Ramos ou Ernest Hemingway, em que você extrai as imagens, ele não fornece cada detalhe, sabe?

Tenho a impressão de que cada livro dela daria uns outros três, porque ela tem uma capacidade incrível de acrescentar informações. Se você não está a fim de saber os detalhes de todos os assassinatos em escolas nos Estados Unidos, não leia este livro. É para mergulhar mesmo no tema, por isso é tão pesado.

Às vezes essa capacidade dela de incluir umas cenas no meio de outras surpreende-nos com trechos como este:

“A única ambição de Giles é a obscuridade, porque ele associa qualquer olhar mais atencioso com ter falhas.”

Essas poucas palavras são reflexão para mais de dia.

Acho que o maior talento da Lionel Shriver como escritora, “contadora de histórias”, surge nos finais dos livros. Desde o princípio você acha que sabe tudo, aí chega no final e PÁ! O Grande Irmão foi assim e Precisamos falar sobre o Kevin mais ainda. Chega a uma situação em que você repassa em meio segundo as mais de 400 páginas que leu até ali e ressignifica tudo. E não é uma bobeirinha de “ah, então acordei”, não mesmo. Lionel Shriver é muito inteligente, ela sabe que já estamos na mão dela a essa altura do campeonato. 😉

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Ufa! Finalmente saiu o post. 🙂 Agora preciso de um livrinho mais leve, pessoal… rs

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38 comentários em “Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver

  1. Val tbm li esse livro e fiquei transtornada um tempo rs Mto bom e perturbador.. Tem um livro de casos da darksidee só de casos de serial killers tb q meu deus. Bjos

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    1. Acabei de ver que você já escreveu sobre esse livro no seu blog! Vou lá ver! Para nós é difícil entender como funciona a mente dessas pessoas, né? É realmente muito tenso… E a escrita da Lionel Shriver colabora para isso, porque você fica o tempo todo “mas, minha nossa, agora mais essa… ” rs

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      1. Tive uma impressão muito parecida com a sua. Assisti ao filme com outra pessoa e ficava querendo explicar… hehe Achei bom, mas aquela coisa do vermelho, um pouco exagerada. As interpretações demais. Fiquei com raiva do Franklin o livro inteiro, mas achava q ele era mais aquele tipo americano loiro mais encorpado, sabe? Ela fala tanto q ele era bonito q acreditei… rs Aí acho que o ator não combinou mto. Era muita coisa para tentar abarcar no filme, acho q a diretora fez um bom trabalho em passar a tensão do livro. Mesmo eu já tendo lido, fiquei tensa, devido àquele vai e vem de flashbacks. Mas não entendo mto de filmes… 🙂

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  2. Mentes Perigosas é um livro maravilhoso e muito esclarecedor sobre muitos assuntos no que tange nossas próprias relações interpessoais. Conheci na época da novela ‘Caminho das Índias’ quando a autora utilizou esta obra para compor a personagem de Letícia Sabatella. Ainda não tive a oportunidade de ler ‘Precisamos falar sobre Kevin’, mas gosto muito do filme intenso. Vou procurar para ler depois dessa sua ótima analise. Abraço

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    1. Eu acho muito interessante o trabalho da dr. Ana Beatriz, sempre tive curiosidade para ler este livro em particular! “Precisamos falar sobre o Kevin” é muito bom. O livro tem muitos mais detalhes, por exemplo, o Kevin não mata pessoas aleatórias, ele escolhe uma a uma, e isso não é mostrado no filme. Obrigada pela visita e pelo comentário!!

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  3. Esse livro é realmente ótimo! Pesado, mas ótimo. Faz muito tempo que o li, mas é um daqueles livros que vira e mexe volta à memória. Acabei de ler o livro “A filha perdida”, da Elena Ferrante e lembrei de Precisamos falar sobre Kevin, não tem nada sobre psicopatia, mas fala umas coisas parecidas sobre a maternidade. Sobre a escrita da autora, concordo com você. Aliás, os dois livros que li dela (esse e um chamado “Tempo é dinheiro”) me pareceram desnecessariamente longos.
    Gostei muito da sua resenha, como sempre.

    Um abraço!

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    1. Oi, Sarah!! Obrigada pela visita e pelo comentário. Ouço muito falar de Elena Ferrante, mas não queria me comprometer a ler um livro enorme em meio a tantos desejos de leitura que venho acumulando 😉 Mas cada pessoa que me fala dela acrescenta uma areinha ao castelo dessa vontade. hehe Dava p/ cortar umas coisinhas mesmo, né? Não tanto cenas inteiras, algumas hiperdescrições, acho. Bjs!! Obrigada 🙂

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      1. Esses assuntos ligados à Psicologia me agradam bastante e despertam a sensação de querer entender o outro, que no caso de Kevin, seria impossível, por isso causa um reboliço em que lê. O filme é bom também, mas não chega aos pés do livro. Bjo.

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    1. Oi, Isa! O livro é muito bom. Seria como revisitar o tema. É diferente do filme, porque ali é mais fácil termos certa “pena” da Eva, pq vemos como ela está acabada, trabalhando naquele lugar brega, tentando limpar as manchas vermelhas… No livro, fazemos a imagem que preferirmos dela e ela é bem sagaz e muito sincera, então os defeitos dela tb estão escancarados. Bjs!

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  4. Amei, que resenha maravilhosa! Queria comentar absolutamente cada parágrafo, de tão bom. A sua sensibilidade e perspicácia estão mais afiadas. Achei uma resenha bem feminista também, precisamos falar dessas coisas. 🙂 O assunto do papel da mulher em relação à maternidade na sociedade é algo muito caro para mim. ´Comecei a pensar e sentir esse tema muito antes de começar a ler coisas mais “intelectuais” sobre esses temas. Se a gente tende a observar e pensar bastante, sabemos muitas verdades presentes nessa história desde jovens. Pelo menos eu me sinto assim.

    Bom, não posso comentar muito mais pois apenas assisti o filme. Parabéns, Valéria. Resenhas cada vez melhores!

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    1. Uau, Camis, obrigada! Pois é, são realidades que vivemos, é quase como se ninguém precisasse dizer a nós, pq é algo que nos afeta mais de perto… Aí quando vemos outras mulheres sofrendo por algumas questões, é fácil nos solidarizarmos… Bjs, Camis, mto obrigada! 😉

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    1. Obrigada, Vera!! Gostei bastante do filme também. Quando a gente vê um filme do livro que já leu, parece q está fazendo uma visitinha aos personagens, né? hehe Bjs e obrigada!

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  5. Sou louca para ler esse livro, estou enrolando um pouquinho pq acho esses assuntos bem delicados, mas me interesso muito. Vou ver se consigo ker esse livro ainda esse ano.

    Parabéns pelo post, arrasou!! Me deixou ainda com mais vontade debler não só “Precisamos Falar Sobre Kevin” como outros tbm.

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    1. Oi, Raquel!! Eu também demorei para lê-lo, estou falando desde outubro do ano passado que estou lendo este livro… hehe Acho bom esperar um momento mais apropriado mesmo, sabe, se você já está atarefada, ou triste com alguma coisa e começa a ler esse livro, é para desencantar da humanidade.. rs Bjos, Raquel, obrigada!! 😉

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  6. Uma amiga leu e tbm comentou, ela conviveu com um psicopata. Eu ainda não me animei pra ler. A gente não acredita que o inimigo pode morar ao lado, que não é apenas título do livro.

    Olhando o quadro social atual, em que a ética e moral andam “mal das pernas”, a sensação é que muitos KevinS estão realmente a solta.

    E tocar no tema mulher e a “imagem social”, seus deveres e direitos sociais, existem muitos rótulos e tabus a serem superados. Na realidade não existe um padrão correto ou exemplar para as mulheres. Alguns casos as mães tem uma parcela de culpa e outros não. Porque a mulher que não faz valer os seus valores e ideais está sacrificando a vida dos demais. Vira uma bola de neve. E como a mulher fica com a responsabilidade de carregar o bebê ela precisa procurar evitar quando sabe que não é o que ela quer. Deveria ser uma preocupação dos homens também, mas, a gente sabe que nem sempre é. Assunto que, como você disse, rende vários outros posts e reflexões.

    Bom fds! E aguardando os próximos posts que sempre são atualíssimos e cheios de reflexão, do jeito que amo! rs… beijos

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    1. Penso como você, Michelle… Se for contabilizar “culpas”, acredito que cada um tenha uma parcela, sim. Mas é injusto jogar a culpa na mãe, como a sociedade como um todo não colabora, como você falou. Gente, coitada da sua amiga que conviveu com um psicopata a ponto de identificar que era um!! Adorei seu comentário, me fez pensar também, essa troca é maravilhosa. Bjs!! Obrigada ❤

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  7. Oies Val! Eu queria ler sua resenha com muita calma, por isso a demora, rs … Que livro mais complexo e pesado, quero muito ler, mas preciso me preparar psicológica e emocionalmente. Adorei os detalhes sobre as características dos psicopatas, foram muito enriquecedores 🙂 Ahh e parabéns pelas fotos tão criativas. Admiro seu trabalho! Bjos ❤

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    1. É que escrevi para caramba nesse post, né? Às vezes me coloco no lugar do leitor e penso que deve ser cansativo ler um monte de coisa sobre um livro que vc nem leu… hehehe Por isso às vzs algo mais estilo apenas sinopse agrade mais. Então, saber as características dos psicopatas é super importante, porque tendemos a ter uma visão benévola das pessoas, que todos precisam de uma chance, mas no caso deles, é melhor para eles mesmos e para a sociedade que se mantenham distantes, enquanto não houver cura. Triste, mas verdadeiro. Bjs, Cá!!

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