Afinal, nada é tão definitivo…

Eu não tenho o costume de divulgar este espaço porque eu queria muito poder falar tudo o que eu sentisse aqui. É claro que continua sendo impossível. Criei um blog paralelo e com senha para desabafos, mas me esqueci da senha. Ops.

Tenho me sentido sufocada e sem tempo e sei que não é nada da minha mente, são sentimentos reais, ausências verdadeiras. Talvez eu não queira nada disso e talvez eu não queira nada, enfim.

Talvez seja injusto eu querer privilégios além dos que já tenho, mas eu queria muito trabalhar menos para ter mais tempo para pensar. É ruim a sensação de que tenho que levar um dia atrás do outro do jeito que der.

É pedir demais, acho que sim… mas o que eu realmente queria após este ano, porque, sim, eu também não queria ser louca e parar tudo imediatamente, eu só queria, ano que vem, poder parar tudo. Morar em outro lugar. Não trabalhar. Ficar pensando. Ter um tempo meu sem precisar pensar no restante, só na vida, só na criação de algo, talvez escrever. Há meios para isso, claro, mas seria necessário um isolamento, que não sei se valeria a pena. Acontece que constantemente eu tenho uma grande saudade de mim mesma. Parece que eu não consigo fazer com que outras pessoas me “saquem”, não é nem entender, é só “sacar”, sabe.

Para mim, o relacionamento com pessoas, em geral, carrega um peso muito grande, mas não sei se seria algo que eu devesse enfrentar e aprender com isso, ou simplesmente me permitir ser desse jeito estranho mesmo. Sinto que a comunicação normal que as pessoas têm não serve para mim. Eu não sei ser como as pessoas são e isso traz uma angústia, uma inadequação muito grande.

Outro dia eu ouvi que eu deveria ser menos emotiva e mais racional e fria. Eu não quero ser isso, não. Se esse é o caminho, então não é o meu caminho, é o caminho de alguma outra pessoa, não eu, com certeza não eu. Ser assim é deixar de ser eu e apesar de todas as lutas comigo, eu não quero me deixar para trás.

Talvez eu só esteja tão mal agora por ter tantas coisas para fazer, coisas que eu não sei se têm algum sentido, porque eu não consigo pensar, ter tempo para pensar nesse sentido. Eu me sinto como as árvores gigantes do Senhor dos Anéis, que levam um tempo enorme para pensar em algo pequeno. Eu sou assim mesmo, infelizmente estou em descompasso com o mundo, eu não gosto de nada rápido.

Talvez eu não goste de nada. Isso é muito aterrorizador.

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10 comentários em “Afinal, nada é tão definitivo…

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  1. Humm…isso está complicado. Rsrs Eu gosto de colocar um pouco de humor, um pouco de sorriso, em tudo q é complicado. E, assim vou levando a vida.
    Para o que eu li, o diagnóstico, se é isso q desejava qdo publicou, é um tempo para descansar e refletir. Refletir se valeu a pena a mudança q aconteceu, o q gostarias de mudar, de ter, e principalmente, ser.
    Há coisas definitivas na vida. Poucas, mas há.
    Qto a mudar, levanto dúvidas. Rsrs Lembro sempre de uma música portuguesa dos anos 80, q diz “só estou bem, onde não estou”.
    Deixei a sugestão de um blog p vc (messenger e instangram). 😉

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  2. Acho que a mudança é sempre uma experiência muito boa (com as coisas legais e ruins que vêm junto com ela). O grande problema é saber o que, de fato, queremos mudar. Às vezes fica difícil identificar. Entendo muito sua urgência em querer paz, tempo para si mesma, pra fazer o que gosta sem se preocupar com o que é uma obrigação. Na minha experiência, chegar a isso tem sido mais por meio de um processo de autoconhecimento, que traz com ele pequenas mudanças, claro, mas não uma mudança radical. Espero que você consiga encontrar a tranquilidade que procura! E, sim, nada na vida é definitivo, então não tem por que nos agarrarmos demais àquilo que não tem nos feito bem. Um abraço!

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  3. Oi, Val! Ontem, almocei com uma amiga e estávamos falando sobre as “urgências diárias”, de como as pessoas demandam atenção, são imediatistas no Whatapp, de como estamos esquecidas de compromissos e de nós mesmas. E chegamos a conclusão que se continuarmos atendendo a demanda vamos enlouquecer, que é melhor fazer uma coisa de casa vez, dispensar algumas, pra conseguir viver e se entender.
    Vale a pena parar se teu coração realmente pedir. Tudo na vida é um risco, mas, quando a gente faz por prazer e quem está ao nosso lado apoia… nada mais vai importar ou pesar, afinal, nada é tãlo definitivo, não é?
    Muita luz pra você!
    Que Deus continue te abençoando!
    Beijos

    Curtido por 1 pessoa

  4. quando você escreve na primeira pessoa e diz a real: aí sim, Val! aí sim! e para você, uma música: https://www.youtube.com/watch?v=IJP7u7Spk04


    Make a point of having fun
    It’ll help you get through life


    Learn as much as you can
    Read a book, watch less TV
    It’s worth it in the end

    dias melhores virão. em verdade, já veio para várias pessoas, com seu texto. e continuarão a vir. Val, tudo de bom! Abraço!

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  5. Algumas pessoas são mais intensas e profundas em tudo na vida, outras são mais superficiais… é uma jornada de autoconhecimento, e o importante é atender as suas demandas pessoais e o tempo que a sua alma requer. A necessidade de mudança externa é geralmente uma sinalização de necessidade interna… e é preciso tempo pra discernir essas necessidades. a mudança externa é consequência.

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